Nunca regi, sempre fui em direção a uma porta, por um caminho desconhecido, um nada. Eu tinha um plano errado e um céu cinza. Só.
Cenas do próximo capítulo. Não tem, não teve.
Da vida, não se espera uma imagem pronta. Os futuros não existem ainda, não há mão forte que dirija esse volante. Sem água, sem banho, sem comida ou sem privada. Assim estamos amanhã, qualquer um. Estou tão morta, amanhã, como está qualquer personagem histórico. Das imprevisibilidades da vida e de seus pontos de vista transformadores de essência e moldadores do real. Pontos de vida. Vértices de virada. Todo dia muda a cena, no mesmo ritmo ditado na introdução. Também estamos tão ricos como o tio Patinhas.
O futuro está tão vazio quanto eu e o mundo não se mexe por nenhuma angústia. Ele amanhece, entardece, chega noite, vira a lua. E nada disso é por nós. Todo esse universo está disponível como um palco para uma peça de teatro.
Arremessados a distância, cada um dos 7 bilhões precisa sobreviver e criar algum modus operandi para ocupar os espaços em branco do dia seguinte.
QUando aqueles estudos todos não servem de porra nenhuma e as perspectivas que um dia imaginamos ter parecem ter sido escritas por alguma criança em fase de alfabetização. Você não se reconhece mais, quando os elementos que você juntou não resultaram na receita anunciada no livro da família. E não parece, tampouco, ter dado errado. Os fatos, normalmente, não enganam: eles aparecem pelados diante de nós, ainda que negando fogo. E qualquer máscara não sustenta o caos até o fim: nenhuma máscara, nenhum caos. Isso que saiu do forno eu não conheço. Mas preciso almoçar e como os pedaços de cada fatia servida.
sábado, 5 de novembro de 2011
terça-feira, 25 de outubro de 2011
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
bosta
azul
o amor monocromático
nos olhos
de quem nada via e
desaparecia.
nus olhos.
tão visível quanto
o que sentia
era o chão que fazia terremotos
quando saía
a me deixar
sozinha
a olhos nus
criança maldita do
lado oco
lá dentro
a reclamar
por liberdade
de berço.
pelo não que
não se entende
por um não
de abandono.
Papai à roça
Mamãe a trabalhar.
o amor monocromático
nos olhos
de quem nada via e
desaparecia.
nus olhos.
tão visível quanto
o que sentia
era o chão que fazia terremotos
quando saía
a me deixar
sozinha
a olhos nus
criança maldita do
lado oco
lá dentro
a reclamar
por liberdade
de berço.
pelo não que
não se entende
por um não
de abandono.
Papai à roça
Mamãe a trabalhar.
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
das necessidades
preciso voltar aos
poemas
de qual
quer
jeito.
de toda
forma, eles
dizem
mal
mas dizem.
(mais)
a disposição
sou eu
quem inventa
in
vento.
(sou ar em
movimento)
arrumo em letras
o que já não tem
compartimento
com par ti mento.
o que não sei do que
se trata.
tratamento.
poemas
de qual
quer
jeito.
de toda
forma, eles
dizem
mal
mas dizem.
(mais)
a disposição
sou eu
quem inventa
in
vento.
(sou ar em
movimento)
arrumo em letras
o que já não tem
compartimento
com par ti mento.
o que não sei do que
se trata.
tratamento.
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
in verso
Enquanto a sua música
me toca
o mundo que me fugiu dos pés
paralisa.
O meu ser que fica tão claro, no abraço
me tira
me trai
confunde.
e os dias seguem correndo como antes, como se nada
tivesse
acontecido.
e nada
aconteceu
as estações continuam
as mesmas.
Enquanto isso eu calo
e procuro
dentro de armários, gavetas e arquivos
onde foi
que eu me deixei.
em qual dos abraços em
qual daqueles dias
onde foi que eu fui embora
com você
sem você
e fiquei
carcaça.
sem graça.
"it's not funny, it's not love. it hurts"
o silêncio do choro abafado
em frente a você
não abafa o revelado.
re
velado
velado
novamente
denovo
emaisumavez.
me toca
o mundo que me fugiu dos pés
paralisa.
O meu ser que fica tão claro, no abraço
me tira
me trai
confunde.
e os dias seguem correndo como antes, como se nada
tivesse
acontecido.
e nada
aconteceu
as estações continuam
as mesmas.
Enquanto isso eu calo
e procuro
dentro de armários, gavetas e arquivos
onde foi
que eu me deixei.
em qual dos abraços em
qual daqueles dias
onde foi que eu fui embora
com você
sem você
e fiquei
carcaça.
sem graça.
"it's not funny, it's not love. it hurts"
o silêncio do choro abafado
em frente a você
não abafa o revelado.
re
velado
velado
novamente
denovo
emaisumavez.
quarta-feira, 20 de julho de 2011
Pablo Neruda
"Quero fazer contigo o que a primavera faz com as cerejas."
Nunca tinha ouvido falar no que acontece com as cerejas na primavera, mas Pablo me fez acreditar que é algo incrível.
E eu quero ser cereja na primavera e a primavera pode ser aqui na esquina.
Nunca tinha ouvido falar no que acontece com as cerejas na primavera, mas Pablo me fez acreditar que é algo incrível.
E eu quero ser cereja na primavera e a primavera pode ser aqui na esquina.
domingo, 17 de julho de 2011
sexta-feira, 15 de julho de 2011
do subjuntivo das coisas
Eu acompanharia os teus passos se você topasse dar as mãos.
Tomaríamos os espaços públicos, democraticamente.
Do topo.
no frio.
a
garr
armo-
ia-
nus.
E os perros mirando o mais puro dos estrangeirismos.
Tomaríamos os espaços públicos, democraticamente.
Do topo.
no frio.
a
garr
armo-
ia-
nus.
E os perros mirando o mais puro dos estrangeirismos.
terça-feira, 5 de julho de 2011
Pé colado.
Não dava pra perder a chance de voltar pisando devagar no caminho que nunca foi tão longo do metrô até a minha casa. Tentei parar de reclamar e olhar pro céu recém chovido. Eu estava na rua e com o pé no chão. Os pés no chão, um depois do outro. A muleta que, quem diria, mereceu festejo. Lembrei o quanto eu queria a rua nos dias de clausura. Parei um pouco. Respirei. Talvez não tenha sido assim tão romântico, mas eu lembro do quão colorido o catavento da loja de flores ficou, no contraste com o céu opaco de dia frio carioca. Um pé, depois o outro. A vontade de dar boa tarde a todos que passavam, o desejo de mais um quarteirão, um festejo paciente pela evolução da pisada e as crianças que iam - ou voltavam? - da escola com guarda-chuvas e, inspirados pelo meu terceiro apoio, começavam a marchar com suas novas bengalas. O mais velho - ou apenas o mais esperto - ia na frente, guiando a trupe com palavras de ordem: pra frente pra trás pra frente pra trás!
Um pé, depois o outro, sempre, até chegar em casa e pisar descalça no chão gelado.
Um pé, depois o outro, sempre, até chegar em casa e pisar descalça no chão gelado.
segunda-feira, 4 de julho de 2011
sábado, 14 de maio de 2011
quarta-feira, 27 de abril de 2011
E quando enquanto, e quanto?
Essa coisa de que o tempo ensina é tão verdade quanto mentira. Passa o tempo e a gente entende porque acostuma, acaba por aceitar o que nos é inevitável. Nunca se sabe quando parar, quando tentar de novo, quando abraçar o mundo, como cruzar as linhas de chegada. Essa coisa de esperar é balela; o tempo caga pra todo mundo, a vida é que se faz em função dele. E as interrogações, e os medos, e os sustos. As mortes. Surpresas estranhas depois de mergulhos em águas cristalinas de lugares onde o celular não pega. As emoções não são assim tão enormes como a gente vê na televisão. A vida engana a gente, a gente cai feito pato e acha que perdeu. A verdade, eu acho, é que as coisas são pequenas, bobas, silly things! Esse olho grande que nos ensinam a ter, ah, esse sim faz merda. Ilude que o mundo é azul, as nuvens são passageiras e que rola um treco que chama bonança depois da velha e conhecida tempestade. A bonança que ninguém viu, que geral desconhece. A filosofia que tava certa e perguntava sem responder. Porque é o que a gente faz o tempo todo, enquanto insiste em negritar a tempestade, passando batido o olhar na bonança, com aquela leitura dinâmica de merda que costuma-se ter do dia comum. O tempo continua cagando pra nós e pros nossos cursos de gerenciamento, de otimização e de controle. Não tem curso, não tem freio, não tem escola. Tem tempo, enquanto houver criança, enquanto houver passarinho.
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
Prêmio Socila
Volta e meia ele liga pra saber como estão as coisas, se a vida está tranquila, se aquele livro é tão bom como o que diziam na orelha.
Uma graça de educado!
Tinha o "How do you do?", que aprendi nos primórdios da língua inglesa na minha vida. Era estranho uma pergunta existir somente pra ser respondida com a sua repetição.
A: How do you do?
B: How do you do?
E assim a gente vai seguindo.
É que hoje eu estou certa de que ele sabe que nada nem ninguém é tão bomo como o que dizem na nossa orelha.
Uma graça de educado!
Tinha o "How do you do?", que aprendi nos primórdios da língua inglesa na minha vida. Era estranho uma pergunta existir somente pra ser respondida com a sua repetição.
A: How do you do?
B: How do you do?
E assim a gente vai seguindo.
É que hoje eu estou certa de que ele sabe que nada nem ninguém é tão bomo como o que dizem na nossa orelha.
domingo, 28 de novembro de 2010
O verbete é...
Guerra
(guer.ra)
sf.
1. Conflito armado entre nações, etnias etc.
2. Campanha militar.
3. Luta, combate, conflito armado ou não.
4. P.ext. A arte militar.
5. Administração militar.
6. Fig. Oposição, rivalidade: guerra entre os sexos. [ antôn.: Antôn.: paz. ]
[F.: Do germânico werra. Ideias de: bel(i/o)-, guerr- e polem(o)-.]
Guerra atômica
1 Mil. Ver Guerra nuclear.
Guerra bacteriológica
1 Mil. Ver Guerra biológica.
Guerra biológica
1 Mil. Tipo de operação militar na qual se usam como armas organismos vivos que causam doenças, ou produtos tóxicos, destinados a dizimar seres humanos, animais, vegetação etc; guerra bacteriológica.
Guerra civil
1 Guerra ou conflito entre grupos de cidadãos de um mesmo país; guerra intestina.
Guerra convencional
1 Mil. Guerra travada somente com armas convencionais, sem o uso de armas nucleares ou biológicas.
Guerra de extermínio
1 Mil. Guerra cujo objetivo é exterminar totalmente a população inimiga; guerra de morte.
Guerra de morte
1 Fig. Ver Guerra de extermínio.
Guerra de movimento
1 Mil. Aquela na qual as tropas de um dos lados ou de ambos os lados estão sempre em movimento, visando a dificultar os meios de defesa do inimigo ou a surpreendê-lo. [P.op. a guerra de trincheira.]
Guerra de nervos
1 Mil. Numa guerra, emprego de ações ou operações cujo objetivo é deixar o adversário permanentemente sob tensão e abalar sua confiança, de modo a diminuir sua resistência ou disposição para a luta.
2 P.ext. Em confrontos ou conflitos não armados (concorrência, competição esportiva, etc.), uso de declarações ou atos que visam irritar ou desorientar o adversário.
Guerra de posição
1 Mil. Aquela na qual cada lado, entrincheirado, busca minar a resistência do inimigo para ir conquistando gradativamente posições mais vantajosas.
Guerra de trincheira
1 Mil. Aquela na qual cada lado, entrincheirado, tem como objetivo a conquista da trincheira inimiga. [P.opos. a guerra de movimento.]
Guerra econômica
1 Disputa pela supremacia econômica, na qual as armas são também de natureza econômica (pressões, políticas de preço, subsídios etc.)
Guerra fria
1 Estado de tensão ou de hostilidade entre países ou instituições internacionais, que se antagonizam na condução das políticas, em ameaças implícitas e explícitas etc., mas sem conflito armado ou guerra declarada. [Com iniciais maiúsculas, designa a situação geopolítica e o período histórico correspondente, entre o fim da Segunda Guerra Mundial (1945) e os anos 1980, em que esse tipo de tensão envolvia as duas grandes potências da época, E.U.A. e U.R.S.S. e seus respectivos aliados.]
Guerra global
1 Mil. Guerra na qual as operações militares abrangem o mundo inteiro. [Cf.: Guerra total.]
Guerra intestina
1 Ver Guerra civil.
Guerra limitada
1 Mil. Aquela na qual não são mobilizados todos os recursos bélicos das partes em conflito.
2 Aquela que se desenrola em área geográfica limitada; guerra localizada.
3 Aquela que tem objetivos estratégicos limitados.
Guerra localizada
1 Ver Guerra limitada (2).
Guerra nuclear
1 Mil. Aquela na qual são ou poderiam ser us. armas nucleares; guerra atômica.
Guerra psicológica
1 Oposição ou hostilidade em que os adversários procuram amedrontar ou afetar o ânimo, a disposição, a confiança, etc. do oponente, por meio de ações que não são de agressão direta.
Guerra química
1 Aquela na qual são ou poderiam ser us. como armas substâncias químicas prejudiciais à vida, incendiárias, desfolhantes etc.
Guerra revolucionária
1 Guerra que, por motivos ideológicos, visa a derrubar governo ou regime, ger. com mobilização de segmentos da sociedade, tropas irregulares, ações de guerrilha etc.
Guerra santa
1 Hist. Rel. Termo us. (pelos promotores da guerra) para designar no passado guerra contra povo ou país de outra religião, que visava conquistar lugares ou símbolos sagrados em seu poder.
2 Termo us. (pelos promotores da guerra) para designar guerra motivada ou justificada por diferenças religiosas, que visa à imposição de uma religião a uma população ou à eliminação de outra religião.
Guerra sem cartel
1 Ver Guerra de extermínio.
2 Fig. Luta ou perseguição implacável, incansável
Guerra total
1 Aquela na qual as partes envolvidas usam todos os recursos disponíveis, os materiais e os humanos.
2 Ver Guerra de extermínio. [Cf.: Guerra global.]
Velho de guerra
1 Pop. Forma carinhosa de designar alguém/algo por quem/pelo qual se sente apreço, gratidão etc., ger. decorrente de um longo convívio: amigo velho de guerra: Lá vinha ele com sua mochila velha de guerra
Fonte: http://aulete.uol.com.br/site.php?mdl=aulete_digital&op=loadVerbete&pesquisa=1&palavra=guerra
(guer.ra)
sf.
1. Conflito armado entre nações, etnias etc.
2. Campanha militar.
3. Luta, combate, conflito armado ou não.
4. P.ext. A arte militar.
5. Administração militar.
6. Fig. Oposição, rivalidade: guerra entre os sexos. [ antôn.: Antôn.: paz. ]
[F.: Do germânico werra. Ideias de: bel(i/o)-, guerr- e polem(o)-.]
Guerra atômica
1 Mil. Ver Guerra nuclear.
Guerra bacteriológica
1 Mil. Ver Guerra biológica.
Guerra biológica
1 Mil. Tipo de operação militar na qual se usam como armas organismos vivos que causam doenças, ou produtos tóxicos, destinados a dizimar seres humanos, animais, vegetação etc; guerra bacteriológica.
Guerra civil
1 Guerra ou conflito entre grupos de cidadãos de um mesmo país; guerra intestina.
Guerra convencional
1 Mil. Guerra travada somente com armas convencionais, sem o uso de armas nucleares ou biológicas.
Guerra de extermínio
1 Mil. Guerra cujo objetivo é exterminar totalmente a população inimiga; guerra de morte.
Guerra de morte
1 Fig. Ver Guerra de extermínio.
Guerra de movimento
1 Mil. Aquela na qual as tropas de um dos lados ou de ambos os lados estão sempre em movimento, visando a dificultar os meios de defesa do inimigo ou a surpreendê-lo. [P.op. a guerra de trincheira.]
Guerra de nervos
1 Mil. Numa guerra, emprego de ações ou operações cujo objetivo é deixar o adversário permanentemente sob tensão e abalar sua confiança, de modo a diminuir sua resistência ou disposição para a luta.
2 P.ext. Em confrontos ou conflitos não armados (concorrência, competição esportiva, etc.), uso de declarações ou atos que visam irritar ou desorientar o adversário.
Guerra de posição
1 Mil. Aquela na qual cada lado, entrincheirado, busca minar a resistência do inimigo para ir conquistando gradativamente posições mais vantajosas.
Guerra de trincheira
1 Mil. Aquela na qual cada lado, entrincheirado, tem como objetivo a conquista da trincheira inimiga. [P.opos. a guerra de movimento.]
Guerra econômica
1 Disputa pela supremacia econômica, na qual as armas são também de natureza econômica (pressões, políticas de preço, subsídios etc.)
Guerra fria
1 Estado de tensão ou de hostilidade entre países ou instituições internacionais, que se antagonizam na condução das políticas, em ameaças implícitas e explícitas etc., mas sem conflito armado ou guerra declarada. [Com iniciais maiúsculas, designa a situação geopolítica e o período histórico correspondente, entre o fim da Segunda Guerra Mundial (1945) e os anos 1980, em que esse tipo de tensão envolvia as duas grandes potências da época, E.U.A. e U.R.S.S. e seus respectivos aliados.]
Guerra global
1 Mil. Guerra na qual as operações militares abrangem o mundo inteiro. [Cf.: Guerra total.]
Guerra intestina
1 Ver Guerra civil.
Guerra limitada
1 Mil. Aquela na qual não são mobilizados todos os recursos bélicos das partes em conflito.
2 Aquela que se desenrola em área geográfica limitada; guerra localizada.
3 Aquela que tem objetivos estratégicos limitados.
Guerra localizada
1 Ver Guerra limitada (2).
Guerra nuclear
1 Mil. Aquela na qual são ou poderiam ser us. armas nucleares; guerra atômica.
Guerra psicológica
1 Oposição ou hostilidade em que os adversários procuram amedrontar ou afetar o ânimo, a disposição, a confiança, etc. do oponente, por meio de ações que não são de agressão direta.
Guerra química
1 Aquela na qual são ou poderiam ser us. como armas substâncias químicas prejudiciais à vida, incendiárias, desfolhantes etc.
Guerra revolucionária
1 Guerra que, por motivos ideológicos, visa a derrubar governo ou regime, ger. com mobilização de segmentos da sociedade, tropas irregulares, ações de guerrilha etc.
Guerra santa
1 Hist. Rel. Termo us. (pelos promotores da guerra) para designar no passado guerra contra povo ou país de outra religião, que visava conquistar lugares ou símbolos sagrados em seu poder.
2 Termo us. (pelos promotores da guerra) para designar guerra motivada ou justificada por diferenças religiosas, que visa à imposição de uma religião a uma população ou à eliminação de outra religião.
Guerra sem cartel
1 Ver Guerra de extermínio.
2 Fig. Luta ou perseguição implacável, incansável
Guerra total
1 Aquela na qual as partes envolvidas usam todos os recursos disponíveis, os materiais e os humanos.
2 Ver Guerra de extermínio. [Cf.: Guerra global.]
Velho de guerra
1 Pop. Forma carinhosa de designar alguém/algo por quem/pelo qual se sente apreço, gratidão etc., ger. decorrente de um longo convívio: amigo velho de guerra: Lá vinha ele com sua mochila velha de guerra
Fonte: http://aulete.uol.com.br/site.php?mdl=aulete_digital&op=loadVerbete&pesquisa=1&palavra=guerra
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Carol
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quinta-feira, 26 de agosto de 2010
Como nossos pais
Na sala de espera da consulta médica suspirei aliviada por ter levado comigo um livro na bolsa: a dotôra estava "atrasada por mais ou menos uma hora", como informou a recepcionista.
Sabemos que mais ou menos uma hora pode significar mais de uma hora ou menos de uma hora e, em se tratando da minha vida, sabia que uma hora era uma bobagem perto do tempo em que eu seria obrigada a ouvir a programação da rede tv e os papos sobre ultra transvaginal, tempo de gestação e marca de fralda.
Saquei o "Canções do Rio", presente de aniversário do mais que querido Christiano Menezes e prossegui com a leitura.
No capítulo dedicado às marchinhas de carnaval, deparei-me com o trecho abaixo, de Cesar Cruz e Silvinho Drummond:
Empurra
Para entrar mais dez mil
Nesse trem
Da central do Brasil
Eu já vou na porta
Para saltar em Bangu
Sei que vou ser chutado
E pisado pra chuchu
No outro dia
Não saltei onde moro
Me chutaram do trem
Na estação de Deodoro
Não fosse a marchinha datada de 1959, eu poderia jurar que um carioca sagaz tinha criado esses versinhos numa viagem no metrô do Rio.
Atualíssimo!
Sabemos que mais ou menos uma hora pode significar mais de uma hora ou menos de uma hora e, em se tratando da minha vida, sabia que uma hora era uma bobagem perto do tempo em que eu seria obrigada a ouvir a programação da rede tv e os papos sobre ultra transvaginal, tempo de gestação e marca de fralda.
Saquei o "Canções do Rio", presente de aniversário do mais que querido Christiano Menezes e prossegui com a leitura.
No capítulo dedicado às marchinhas de carnaval, deparei-me com o trecho abaixo, de Cesar Cruz e Silvinho Drummond:
Empurra
Para entrar mais dez mil
Nesse trem
Da central do Brasil
Eu já vou na porta
Para saltar em Bangu
Sei que vou ser chutado
E pisado pra chuchu
No outro dia
Não saltei onde moro
Me chutaram do trem
Na estação de Deodoro
Não fosse a marchinha datada de 1959, eu poderia jurar que um carioca sagaz tinha criado esses versinhos numa viagem no metrô do Rio.
Atualíssimo!
Postado por
Carol
às
20:04
3
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sobre as leituras
segunda-feira, 31 de maio de 2010
Sonhos concretos
dei
ta
do o cor
po e
a cor
da
blu
sa
in do
e
vi ndo.
na ca
ma dei
ta
dos mu
dos
des
nu dos
ves
tidos
con
tidos
ex
cita
dos
cala
dos
ex
na
morados.
sexta-feira, 28 de maio de 2010
Sessão Amigdalite.
Enquanto os meus gânglios não viram duas Jabulanis pra azucrinar os goleiros da copa do mundo, eu vou seguindo com a tentativa dessa semana histórica do tédio passar o mais rápido possível.
Já conferi, de cabo a rabo, as programações das tvs aberta e fechada no período da tarde e da madrugada (porque a hora de dormir talvez seja a mais irritante por conta da dor rasgante que começa no fim da língua e termina na alma, se é que termina), já brinquei com os bibelôs do mundo nerd no quarto do meu irmão, discuti 74 vezes com a minha mãe, apertei 47 vezes em um minuto o botão de refresh da minha caixa de entrada de emails, entre outras vãs alternativas de ficar tranquila nos intervalos do antibiótico de 875 mg ou o maior comprimido do mundo.
Parece uma piada sem graça: você tem uma dor de garganta que te tira do sério e para que a amigdalite purulenta [sic Sidinho] vá embora, você precisa ingerir uma caneta de dez cores de 12 em 12 horas. O comprimido só perde pro Geneal duplo.
Ontem, no entanto, como a insônia já era prevista, liguei para a locadora e o mocinho deles trouxe-me 3 filmes - que foram vistos em sequência, tal qual uma temporada de Lost (snif...).
Enfim, vi "Amor sem escalas" (Up in the air), com o pediatra do ER cada vez mais belo e charmoso, numa trama que muito me agradou.
Eu sei que não sou imparcial para certos assuntos e raramente um roteiro que trate do digamos Lado B universo afetivo me soa bem. O primeiro foi "O grande garoto", roteiro adaptado do romance de Nick Norby. Gostei muito do olhar para o mundo das descartabilidades (existe isso?) de pessoas, tanto no mundo corporativo como nas relações que estabelecemos fora daquelas às quais somos obrigadas e como podemos aprender com elas. Gosto quando alguns pontos de vistas que (até então) não se encaixam nos convencionais são apresentados sem maiores julgamentos.
Boa parte do filme segue por aí, e mesmo com as já esperadas e conhecidas lições e o (nem sempre verossímil) arroubo do amor que aprendemos ser correto, o saldo foi positivo. Nota 8,5
Em seguida, para Dona Rose não desistir do terceiro, botei Gloria Pires e Paulo Miklos no DVD e me surpreendi com "É proibido fumar".
Gloria Pires arrasou na solteirona professora de violão tentando dar um jeito na vida enquanto disfarça suas fraquezas e tenta controlar a compulsão dos cigarros. O quanto precisamos/podemos engolir de sapos para levar uma história adiante? O que a gente releva do outro quando gosta... a gente gosta ou a gente precisa realmente de alguém? Como essas coisas são percebidas, se é que são - já que nem sempre temos uma fita nos mostrando o que o outro viu de meleca que colocamos debaixo da mesa?
A história me desceu redondo, a tensão veio na medida certa, o desfecho foi equilibradamente surpreendente e previsível. A rotina de trabalho, as picuinhas de família e a dificuldade das pessoas em aceitar as opções alheias foram tão bem colocadas - sem muita breguice, sem muito engajamento -, que cada personagem ou situação ganharam minha torcida. As cenas no cubículo depilatório arrancaram gargalhadas.
O filme arrancou não só gargalhadas, mas lágrimas, surpresas, identificações. Saldo positivíssimo.
E por último, mas não menor, revi Abraços Partidos (los abrazos rotos).
Vou revê-lo mais uma vez, daqui a pouco, sem som. Aquela harmonia de vermelhos, azuis, roxos, amarelos, mosaicos, cenários de Hoper, Penelope Cruz divina ali no meio do arco íris vibrante... cada detalhezinho das paredes, da pipa na areia da praia, na camiseta do Diego discotecando, no vidro da recepção do hospital.
Tudo é lindo no mundo de uma história dentro da outra, dos segredos loucos desabafados como presentes estranhos de aniversários. Relações doídas, doidas, enterradas, cegas. Um carinho para a visão e um agradecimento ao bom gosto, ao olho, às mãos e às referências de quem torna isso possível.
Acabou o terceiro e o único arrependimento foi de não ter alugado o quarto. A ideia era alugar Sherlock, mas achei exagero. Talvez fosse, pois se depois de três saldos tão positivos (minha conta bancária invejou) eu vejo alguma coisa more or less, ia estragar esse bloco satisfatório.
Depois continuei de frente pra tevê, me entupindo de enlatados que o mundo a cabo oferece. Aproveitando o mundo a cabo que a casa de mãe oferece.
Para hoje, aceito sugestões.
Já conferi, de cabo a rabo, as programações das tvs aberta e fechada no período da tarde e da madrugada (porque a hora de dormir talvez seja a mais irritante por conta da dor rasgante que começa no fim da língua e termina na alma, se é que termina), já brinquei com os bibelôs do mundo nerd no quarto do meu irmão, discuti 74 vezes com a minha mãe, apertei 47 vezes em um minuto o botão de refresh da minha caixa de entrada de emails, entre outras vãs alternativas de ficar tranquila nos intervalos do antibiótico de 875 mg ou o maior comprimido do mundo.
Parece uma piada sem graça: você tem uma dor de garganta que te tira do sério e para que a amigdalite purulenta [sic Sidinho] vá embora, você precisa ingerir uma caneta de dez cores de 12 em 12 horas. O comprimido só perde pro Geneal duplo.
Ontem, no entanto, como a insônia já era prevista, liguei para a locadora e o mocinho deles trouxe-me 3 filmes - que foram vistos em sequência, tal qual uma temporada de Lost (snif...).
Enfim, vi "Amor sem escalas" (Up in the air), com o pediatra do ER cada vez mais belo e charmoso, numa trama que muito me agradou.
Eu sei que não sou imparcial para certos assuntos e raramente um roteiro que trate do digamos Lado B universo afetivo me soa bem. O primeiro foi "O grande garoto", roteiro adaptado do romance de Nick Norby. Gostei muito do olhar para o mundo das descartabilidades (existe isso?) de pessoas, tanto no mundo corporativo como nas relações que estabelecemos fora daquelas às quais somos obrigadas e como podemos aprender com elas. Gosto quando alguns pontos de vistas que (até então) não se encaixam nos convencionais são apresentados sem maiores julgamentos.
Boa parte do filme segue por aí, e mesmo com as já esperadas e conhecidas lições e o (nem sempre verossímil) arroubo do amor que aprendemos ser correto, o saldo foi positivo. Nota 8,5
Em seguida, para Dona Rose não desistir do terceiro, botei Gloria Pires e Paulo Miklos no DVD e me surpreendi com "É proibido fumar".
Gloria Pires arrasou na solteirona professora de violão tentando dar um jeito na vida enquanto disfarça suas fraquezas e tenta controlar a compulsão dos cigarros. O quanto precisamos/podemos engolir de sapos para levar uma história adiante? O que a gente releva do outro quando gosta... a gente gosta ou a gente precisa realmente de alguém? Como essas coisas são percebidas, se é que são - já que nem sempre temos uma fita nos mostrando o que o outro viu de meleca que colocamos debaixo da mesa?
A história me desceu redondo, a tensão veio na medida certa, o desfecho foi equilibradamente surpreendente e previsível. A rotina de trabalho, as picuinhas de família e a dificuldade das pessoas em aceitar as opções alheias foram tão bem colocadas - sem muita breguice, sem muito engajamento -, que cada personagem ou situação ganharam minha torcida. As cenas no cubículo depilatório arrancaram gargalhadas.
O filme arrancou não só gargalhadas, mas lágrimas, surpresas, identificações. Saldo positivíssimo.
E por último, mas não menor, revi Abraços Partidos (los abrazos rotos).
Pausa para três suspiros.
Ahhhh
Ahhhh
Ahhhh
Vou revê-lo mais uma vez, daqui a pouco, sem som. Aquela harmonia de vermelhos, azuis, roxos, amarelos, mosaicos, cenários de Hoper, Penelope Cruz divina ali no meio do arco íris vibrante... cada detalhezinho das paredes, da pipa na areia da praia, na camiseta do Diego discotecando, no vidro da recepção do hospital.
Tudo é lindo no mundo de uma história dentro da outra, dos segredos loucos desabafados como presentes estranhos de aniversários. Relações doídas, doidas, enterradas, cegas. Um carinho para a visão e um agradecimento ao bom gosto, ao olho, às mãos e às referências de quem torna isso possível.
Acabou o terceiro e o único arrependimento foi de não ter alugado o quarto. A ideia era alugar Sherlock, mas achei exagero. Talvez fosse, pois se depois de três saldos tão positivos (minha conta bancária invejou) eu vejo alguma coisa more or less, ia estragar esse bloco satisfatório.
Depois continuei de frente pra tevê, me entupindo de enlatados que o mundo a cabo oferece. Aproveitando o mundo a cabo que a casa de mãe oferece.
Para hoje, aceito sugestões.
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